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Por que engajar seus alunos nas atividades?

Imagine a seguinte situação hipotética:

Você, professor, pede para os seus alunos fazerem uma pesquisa e produzirem um artigo. Tema livre. Data de entrega em 3 semanas. Valendo 2 pontos extras.

As instruções gerais sobre a estrutura do trabalho e formato de apresentação você envia por e-mail, podendo ser individual ou em grupo.

E pronto, você jogou para sua turma mais uma atividade. Ela vale pontos!

O exemplo acima foi com alunos. Existe uma certa relação de autoridade entre o professor e os alunos, mas vale para qualquer relação.

Nas relações humanas que envolvem pedidos e atendimentos, fazer um exercício de pensar pela perspectiva do outro sempre é útil e valioso.

Então, imagine que estamos na cabeça de um aluno que recebeu as instruções do trabalho. Vamos lá:

1. É importante fazer esse trabalho?

2. O que pode acontecer se eu não fizer?

3. O que eu posso ganhar fazendo esse trabalho?

4. Como eu encaixo isso em tudo que eu já preciso fazer?

Apenas exercer sua função de autoridade em qualquer relação é ineficiente, pouco motivador e possivelmente você não vai ter o resultado que poderia ter.

Como assim? É muito simples. Se você não for interessado em conhecer bem a outra parte, como você vai saber o que é importante pra ela?

E tem que ser importante pra ela? Sim! Caso contrário, contrate robôs ou trabalhe sozinho. Faz sentido?

Se do outro lado tem um humano, é respeitoso e inteligente você saber o que se passa com ele, para saber como você complementa os interesses e sonhos que ele em.

Isso vale para alunos, empregados, parceiros, sócios, prestadores de serviços, amigos etc.

Antes mesmo de se colocar no lugar do outro, exercendo a empatia, tenha noção da união, intersecção ou exclusão dos sonhos das pessoas com os seus.

Não é complicado. Só requer interesse.

Você pode facilmente fazer as pessoas participarem dos seus sonhos quando você apresenta como tais pessoas serão transformadas com os resultados.

Logo, é fundamental conhecer o que se passa com as outras pessoas e por que elas deveriam dar prioridades para os seus pedidos.

E nesse caso, exercer autoridade é pouco. 

Se for por autoridade, na primeira oportunidade, suas parcerias, amigos, sócios e até alunos, vão preferir fazer outra coisa do que te atender.

É simples e requer interesse.

Vamos voltar para o exemplo do pedido do artigo.

Imagine agora que você, professor, conhece a realidade de cada aluno. Sabe da sua posição social, interesses, necessidades e sonhos.

E ao pedir o trabalho do artigo, você conecta esse bloco de "interesses, necessidades e até sonhos" com a oportunidade da pesquisa.

Quais conexões você é capaz de fazer quando conhece a outra parte?

Como demonstrar na perspectiva dela que a tarefa pode direcioná-la para os interesses dela?

Quais são os ganhos tangíveis e intangíveis que podem ser alcançados com a tarefa?

Essa simples tarefa faz parte de um projeto maior e tende a desenvolver uma habilidade nova ou competência importante para o aluno?

Como essa pessoa (aluno) pode ser transformada com a tarefa, com base no envolvimento dela?

Visão estratégica, criatividade e interesse no outro. Combinação necessária para qualquer relação de sucesso.

Pense nisso e não seja só mais um na vida das pessoas. Não seja medíocre nas suas relações do cotidiano e verás uma nova janela de oportunidades se abrir.

Dessa forma, você vai sentir como a presença dos demais na sua vida terá um impacto diferente, e vice-versa.

Um abraço.

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