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O Professor Charles Chaplin

Um dos grandes artistas que o mundo conheceu foi Charles Chaplin. Tido como um gênio da sétima arte, o inglês fez sucesso principalmente nos Estados Unidos na primeira metade do século passado.

Era incrivelmente talentoso como ator, escritor, diretor, produtor, dançarino etc.. Essa lista seria enorme! Pela época que esteve na ativa, a quase totalidade das suas obras foi no cinema mudo e em preto e branco, mas também fez alguns filmes falados e em cores.

Peço licença aos especialistas na sua Biografia para expor essas ideias e extrair apenas uma característica que percebo em Chaplin como obrigatória para qualquer profissional, especialmente para professores.

Como já havia conquistado grande fama, não era tão fácil para os novos atores dividir uma cena com ele. É compreensível. Boa parte dos novatos considerava-o um ídolo e se sentiam pressionados ou até inseguros, com receio do erro.

Porém, Chaplin sabia que não era esse o sentimento necessário para estar em cena. Não era medo de errar ou receio de não ser bom o suficiente. Isso definitivamente não iria ajudar.

E com a sua sabedoria, Charles Chaplin criava uma situação para trazer aos novatos o senso de pertencimento. Sim! Ele se fazia vulnerável e inseguro para se aproximar dos outros atores. Questionava as suas opiniões sobre determinada cena, como poderia representar, o que poderia fazer diferente, tudo isso buscando um resultado melhor.

Ao mesmo tempo em que aprendia, Chaplin se posicionava de igual para igual, fazendo os novos atores entender que todos tinham a capacidade de ensinar e aprender, de crescer e contribuir.

Chaplin era humilde para se colocar numa situação de aprendizado e sábio para envolver aqueles que não estariam totalmente confortáveis.

E por isso eu questiono qual o tipo de resultado teríamos se tal comportamento fosse adotado com mais frequência por outros profissionais?

Professores mais experientes poderiam ajudar os mais novos. Ou mesmo os professores em sala de aula poderiam se colocar num espaço de aprendizado, diante dos seus alunos.

Percebo muito mais sentido em um mundo colaborativo, onde pessoas de formações e idades diferentes estarão unidas buscando resolver problemas para criar oportunidades de crescer.

Acredito que para essa engrenagem girar, posturas como a de Chaplin precisam se tornar parte dos nossos dias. Isso significa colaboração ao invés de disputa e humildade ao invés da arrogância, temas tão necessários para aumentar níveis de aprendizado em jovens e adultos.

E pra você, faz sentido?

Um abraço!

Bruno Castilho

P.S: Confesso que sou um fã e já assisti mais de uma vez quase todos os filmes de Charles Chaplin, li sua biografia e ainda tenho algumas fotos de cenas dos filmes que mais gosto :)

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