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3 tipos de alunos que o Orientador precisa identificar

Você conhece os 3 tipos de alunos que pode orientar na pesquisa?

O Orientador de Pesquisas Acadêmicas terá mais sucesso na sua orientação se adaptar a sua estratégia de ensino e acompanhamento para cada perfil de aluno.

E quanto mais cedo isso for feito, melhor para o andamento da pesquisa. A razão disso é que cada perfil vai demandar uma abordagem diferente e é um erro achar que “o problema” é só o aluno.

Identificando o perfil de alunos e adaptando sua estratégia, o Orientador corre menos riscos nesse processo. Vai ficar mais claro quando falo de riscos...

Para dar mais insumos aos Orientadores, vou apresentar três perfis de alunos com as suas características e necessidades:

·        Aluno autodidata

·        Aluno aplicado

·        Aluno desinteressado

O aluno autodidata

Quando esse perfil se interessa por algo, ele entra de cabeça e busca aprender tudo sozinho para cumprir o seu objetivo. Geralmente, sabe o que pesquisar, já tem uma boa ideia de como fazer o trabalho e até dos resultados que pode atingir.

Ele costuma ser rápido para fazer as coisas e não tem paciência para fazer trabalhos em grupo se os seus colegas não forem ágeis como ele. É um perfil que costuma gostar de desafios.

Como Orientador, seu maior trabalho é não atrapalhá-lo! Isso mesmo. Não "embarreirar" o que ele pretende fazer. Você pode ser o suporte de metodologia e deixar claro as instruções iniciais para que ele entenda as regras básicas.

Mesmo sabendo da capacidade que ele tem, combine entregas parciais para você acompanhar o que ele está fazendo. Pode ser que seja um caminho que demanda certa adaptação e quanto mais cedo você perceber, melhor.

O que você deve evitar como Orientador é que ele gaste um tempo e um esforço para produzir algo que você não concorda, e só perceber isso no final.

O maior sinal de atenção que você pode oferece é acompanhar, revisar e incentivar periodicamente.

Se identificar que um aluno nesse perfil não está tão motivado como poderia, trate a pesquisa como um desafio e faça que ele entenda isso. Essa é a chave para ele se envolver.

O aluno aplicado

É o típico perfil do aluno responsável, que tem ótimas notas, que se envolve com tudo que o professor pede e gosta de fazer as atividades com qualidade. Esse é o tipo que todo professor Orientador gosta, porque compromisso e dedicação é o que não faltam.

Geralmente, por trás de toda essa dedicação tem uma necessidade constante de afirmação e de elogio. No entanto, diferente do primeiro tipo de aluno, esse perfil vai exigir maior dedicação da sua parte no início da pesquisa.

Ele provavelmente vai ter dificuldade para dar o primeiro passo sozinho e você precisa estar presente, principalmente até que o recorte do problema seja feito e que ele tenha os objetivos gerais da pesquisa.

Quando o assunto é seguir instruções, ele vai fazer bem. Esse tipo é tão aplicado que podemos considerá-lo como um bom executor.

Se você apontar exemplos e referências de pesquisa, ele tem condições e vontade para seguir os exemplos e fazer uma pesquisa de qualidade.

Aproveite o compromisso que esse tipo de aluno tem e permita que ele pense grande, acompanhe-o para que ele faça um trabalho que também sinta orgulho, não somente que receba os seus elogios.

Seu trabalho aqui será menor para corrigir e maior para fazer com que ele pense grande, não apenas para entregar algo que você pediu.

O acompanhamento periódico também é importante, mas deixe que ele descubra “coisas” sozinho. Caso contrário, ele vai fazer apenas o que você pede e não vai te surpreender.

O aluno desinteressado

Aqui a sua atenção deve ser redobrada. Esse tipo de perfil está ali para receber a nota e para ter o diploma, apenas.

É provável que ele não perceba nenhuma importância na pesquisa e não se preocupa em ser o "autor" desse trabalho. Não é raro que ele busque os meios mais fáceis para entregar o trabalho.

Você pode tentar conversas para validar se ele entende o propósito da pesquisa, entender também quais são as ambições profissionais que ele tem. Quanto maior a sua aproximação com ele, melhor.

Existe um risco desse perfil pode copiar trechos da internet ou comprar um trabalho pronto. Infelizmente, não é raro que isso aconteça. Podemos ver propagandas na internet e nas ruas sobre a comercialização de TCC's e outros.

Ele é sem dúvidas o maior prejudicado, porque perdeu a chance de aproveitar o tempo para aprender algo que pode mudar a vida dele, mas não sabe disso.

Você se prejudica como orientador porque ao invés de educar, orientar e inspirar, trabalha como um detetive para evitar plágio ou coisas do tipo.

Afinal, a sua orientação deve perceber falhas e também corrigi-las, certo? Imagine se você não percebe uma falha dessas e a banca final percebe? Podem questionar a qualidade da sua orientação, no mínimo.

Bom, é claro que como orientador você precisa ler e acompanhar o progresso de cada estudante. Mas acaba adquirindo a experiência de saber se a estrutura de linguagem é similar ao longo do trabalho. Entender o nível de interesse do aluno, o compromisso etc.

Para esse tipo, sugiro que você tenha uma conversa muito franca sobre o que fazer e o que não fazer, abrir o jogo mesmo.

De modo geral, como Orientador de Pesquisas, sua responsabilidade é enorme, mas a sua contribuição para a formação do aluno e para a qualidade da pesquisa pode ser maior ainda.

Aproveite para inspirar seus alunos nas pesquisas finais de curso e utilize todo o seu potencial para apoiá-los. Não deixe que a sua agenda lotada te distancie dos alunos. A sua presença é sinal de interesse e compromisso.

Avalie qual é perfil do seu orientando logo no início da orientação. Isso é possível a partir de uma conversa de direta que você tem para perceber o histórico que ele tem como estudante. Quizzes também pode ser úteis para você entender o que ele faz e onde quer chegar.

Importante: utilize um instrumento simples e prático para ter controle e fazer a sua orientação. Deixe a tecnologia trabalhar pra você e aperfeiçoe o seu processo de trabalho.

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Um abraço!

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