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Não pergunte se a sua aula é boa

Você costuma perguntar isso para os alunos? “E aí, estão gostando da aula?”. Cuidado, as respostas podem ser um indicador falso que só vai te atrapalhar na análise.

Um aluno pode falar que não gosta da sua aula e mesmo assim conseguir aprender alguma coisa. Outro pode falar que adora e não ter nenhum aprendizado.

Além disso, aula não é espaço de entretenimento para rir ou se divertir. É uma oportunidade de aprender, de se relacionar e aproveitar as experiências do grupo para sair dali transformado por alguma coisa.

Perguntar se a aula é boa não é eficiente pra você. Se você quer saber se a sua aula é boa, se proponha a estabelecer quais temas deveriam ser aprendidos pelos alunos e então avalie qual o nível desse aprendizado prático.

Isso não significa apenas utilizar a prova como instrumento de avaliação para saber as notas.

De acordo com a sua área de conhecimento, é muito mais valioso propor que os alunos desenvolvam um trabalho que relacione o conteúdo ensinado com as realidades que vivem: necessidades, desafios e problemas que podem resolver.

Quanto maior a relação do tema com a realidade de cada aluno, maior o nível do aprendizado.

Por exemplo, analise a pergunta a seguir:

1.      Como o assunto que abordamos hoje pode ser utilizado por você para resolver algum problema da sua vida?

Esse é um tipo de pergunta que faz o aluno pensar sobre o tema, analisar a vida que tem e buscar por uma associação possível para conectar a teoria com as coisas do mundo real.

É um exemplo de questão que pode ser trabalhada após a apresentação de cada teoria. Sugiro ainda que grupos sejam formados, por alguma afinidade, para apresentar trabalhos com esse direcionamento.

Quanto mais você possibilitar que os alunos transformem informação em prática, maior o nível de aprendizado, interesse e participação na sua aula.

Utilize instrumentos simples como Quizzes e questionários para obter relatos dos alunos, e preferencialmente, defina que eles façam curtas apresentações no mínimo uma vez por semana sobre essas experiências.

Um abraço!

Bruno Castilho

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